Vamos voltar a ser criança?

Esses dias o Facebook está nostálgico e me deu saudade do meu tempo de criança!

Quando lembro da minha infância, lembro de todas aquelas coisas legais que me faziam feliz “por nada”. Pensando nisso, percebi o quanto algumas pessoas e situações do nosso dia a dia fazem de tudo para tentar matar a “inocência” que existe dentro de nós e só depois de termos distanciado da graça de nos alegrarmos com tão pouco, de brincar, sorrir, é que percebemos a importância e a falta que nos faz ser criança. Ou melhor, nos sentir criança.

Quando criança enxergávamos a vida com olhos de sonhos que brilhavam a esperança e a felicidade. Nos encantávamos com cada descoberta porque sabíamos que o mundo era um lugar para se descobrir. Éramos verdadeiros em nossos gestos e ações – não temíamos ser ridículos ou fazer feio, apenas agíamos com naturalidade. Viajávamos na imaginação com amigos imaginários, mas ao mesmo tempo tão reais. Conversávamos sozinhos, falando nossos sonhos em voz alta e até nossos medos. Vibrávamos de alegria por cada vitória alcançada, mesmo que parecesse pequena diante de tudo que ainda tínhamos a conquistar.

Desejávamos crescer e ser tantas outras coisas que às vezes pareciam tão distante de nós, mas não importava porque o ser sempre começa em desejando ser. Quando nos sentíamos carentes, nos aconchegávamos no colo de alguém sem receio. Nos sentíamos protegidos por sermos amados. E amávamos, sem medo de não sermos correspondidos.

Não agíamos com preconceito diante do diferente, porque ser diferente não é ser mais nem menos. E, na verdade, já sabíamos que todos eram diferentes de nós. Simples assim. E tudo bem!

Agíamos com naturalidade diante da morte, pois de algum jeito, sentíamos que a vida não era mais do que uma parte do caminho.

Sorríamos e chorávamos quando tínhamos vontade porque sabíamos que as emoções eram para ser vividas e compartilhadas. Não tínhamos vergonha de demonstrar, de sentir.

A vida poderia brincar mais com os adultos. E os adultos poderiam brincar mais com a vida. Como diz Augusto Cury: “Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver.”

Deixe que a criança que existe em você apareça de vez em quando. Seja mais leve com as pessoas, menos exigente com você, veja menos maldade nos outros, enxergue mais amor, transmita mais energia, seja mais positivo, reclame menos, agradeça mais, espalhe amor. Ame intensamente. Sem medo. Sem desconfiança.

E se você tiver crianças ao seu redor, não os apresse para crescer. Não exija que se desenvolvam mais que os outros. Não deseje que aprendam muito e rápido. Eles são apenas crianças e estão em posição melhor que a nossa. Eles enxergam e valorizam apenas atenção e o carinho. Já os adultos precisam de muito mais. Então pra que pressa?

Bom dia, criançada!

Imagem de Porapak Apichodilok from pexels.com 

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